}i{ Blog da Ilyria }i{

15.5.05


Voltando do mundo dos ocupados que mal têm tempo pra ver email no trabalho, que dirá postar...
Bom, ralei pra caralho essa semana, e na quinta fui no tal negócio da CEF no auditório da OAB. Eu definitivamente não sirvo pra coisa chique. O coquetel tinha aquelas comidinhas cheias de viadagem, micro torradinhas com dois gramas de patê, ou gotas de bobó de camarão em biscoitinhos... eu sou mais a boa e velha empadinha, ou a boa e velha coxinha... fora que teve um vice presidente que falou umas quinze horas, ninguém tava aguentando mais a porra do cara falando... e depois fizeram "coquetel dançante" - numa quinta feira, foda-se se todo mundo tem que ralar na sexta. Esse povo da Caixa é louco.
Na sexta fui pro caixa, fiquei o dia todo lá, e entre entradas e saídas, passaram aproximadamente 220.000,00 pela minha mão. Eu tava num meeedo de dar furo... não deu nada, felizmente.
Nesse fim de semana fui a um encontro da Toca-RJ e depois teve esticada no Amarelinho da Glória, foi bem divertido rever o pessoal e tudo. Hoje não tem programação nenhuma, e durante a semana... bem, vamos ver né? Só sei que quinta tenho mais um encontro com a psicóloga, e que tou anotando alguns assuntos pra discutir...
Sexta, enquanto limpava a casa, estava ouvindo o "Acústico" da Legião. É engraçado, se tou feliz, Legião me faz ficar pensativa e reflexiva. Se tou triste, me deprime (queria conhecer alguém que não se deprima com Legião...).
Sei que andei pensando algumas coisas, nesse meio tempo, pensamentos gerados por algumas frases específicas:

"Essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi".

No meu caso é de tudo que eu não vivi. Normalmente, ao escutar algumas músicas, eu fico com uma certa nostalgia, lembro de determinadas épocas da minha vida, ou determinadas pessoas que fizeram parte disso, e me dá saudade. A sensação que tenho é que "naquela época era tudo mais fácil, eu não tinha que me preocupar com tanta coisa". Essa mania de lembrar e sentir saudade já é velha e tradicional em mim. E aí eu paro pra pensar e vejo que não é bem assim, que talvez o distanciamento temporal e a memória seletiva façam essas épocas parecerem menos complicadas ou menos preocupantes, mas a verdade não é essa. A verdade é que todas as épocas tiveram sua carga de preocupação e de complicação, talvez até menos do que agora. A frase certa adaptada da música acho que seria "essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vivi". Ou talvez só tenha vivido na minha imaginação...

"Todo mundo sabe, ninguém quer mais saber, afinal amar ao próximo é tão demodê..."

Eu cheguei à conclusão que sou profundamente egoísta, e não me importo com isso. Nos comentários do blog da Ágata, outro dia, tinha algo sobre você ter cinco pessoas: alguém que vc não conhecia, alguém que você gostava, alguém que você amava, num sei mais o quê e você, e um dos cinco tinha que morrer, quem você escolheria, e eu escolhi quem eu não conhecia. Todo mundo escolhia a si mesmo, por não suportar pensar em que alguém teria morrido por sua causa. Eu estou aprendendo a ser sincera comigo mesma. Já tinha aprendido a ser sincera com os outros, agora estou aprendendo a ser comigo, reconhecer as coisas que não são tão boas assim em mim. E admito que a escolha acima revela um profundo egoísmo, mas é a verdade. Não sei se morreria por alguém. Talvez pela minha mãe - embora ache que a dor de perder um filho é a pior de todas - ou pelo Eduardo, mas por alguém que não conheço, definitivamente não.
E ando percebendo outra mudança, estava dizendo isso pro Eduardo ontem. Não sei se é porque tou pronta pra encarar isso, não acredito que seja por causa da terapia, pq tem muito pouco tempo que tou fazendo. Mas a verdade é que um monte de coisas que aconteceram comigo, estou conseguindo definir melhor os motivos,e tirar a culpa que sempre tentaram (no caso minha família) imputar a mim, e analisando que eu não sou tão culpada assim, ou em alguns casos nem um pouco. Estou conseguindo ver as coisas menos parcialmente, e menos como a grande culpada da história, como sempre me encarei. As "verdades" que entraram na minha cabeça na adolescência tão finalmente aparecendo e sendo desmascaradas, como o clássico "se eu sou zoada por todo mundo, o problema é comigo,e não com eles". Carreguei essa pecha por muito tempo, agora tou aprendendo a lidar direito com isso.
Ah! Quanto à história do burrinho com a cenoura, é o seguinte: é uma charge que vi uma vez, "como fazer um burro nunca empacar". Amarraram uma vara de pescar nas costas dum burro, e penduraram nela uma cenoura, que ficava na frente do nariz do burro. Então, pra tentar comer a cenoura, ele sempre andava pra frente, cada vez mais rápido, mas por mais que andasse nunca alcançaria a cenoura.

Té mais.


Postado Por: Laurelin Corsets às 5/15/2005 02:12:00 PM






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Nome: Vanessa
Idade: 25 (fiz em 08/04)
Onde me escondo: Rio de Janeiro (até que enfim!)
Eu gosto de... O Eduardo, gatos (aqueles peludinhos de 4 patas), pizza de maracujá, chocolate, sorvete, bons livros, cinema, vinho tinto, música , SDA, dormir e o Rio de Janeiro...
Eu não gosto de...ficar longe do Eduardo, estar longe das pessoas de quem gosto, acordar cedo, dias chuvosos, brigas, me sentir sozinha, almeirão amargo, gente hipócrita, correio lotado em época de Natal, clientes mal educados no banco e de vez em quando minha família.
Quero ter...Os dois volumes do Musashi, um monte de livros do Stephen King, o resto da coleção do Helloween, quatro fontes inesgotáveis: 1 de Pepsi Twist, 1 de Vinho tinto, 1 de pipoca e 1 de chocolate. Velox, que meus gatos parem de soltar pêlo e um salário maior.

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