Recebi uma carta da Varda hoje cedo, gostei MUITO do primeiro parágrafo (foi a resposta da carta que eu mandei contando que tinha me mudado pra cá):
“A vida é cheia de novos começos. Um casamento, a formatura, entrar em uma escola nova, uma separação, receber a chave da casa dos pais, mudança de casa, mudança de cabelo, mudança de rotina, mudança de emprego, todos são novos começos. Até mesmo o “parar de fazer alguma coisa” é um novo começo, é o seguir em frente, deixar o passado pra trás, o “all that you can leave behind” que o Bono Vox canta em “Walk On”. Sejam planejados ou impulsivos, são novos começos”.Achei muito interessante receber essa carta justo hoje, o dia seguinte de duas decisões. Uma foi começar a terapia. Outra foi me dar a chance de sequer pensar em procurar a Claudia. Ainda não sei se é o certo a fazer, sei que estou disposta a tentar. E ao contrário do que possa parecer, não penso em impor termos A ELA, e sim a mim. Não me involver, não sofrer junto. Ter curiosidade em saber o que está acontecendo mas se houver algum problema, deixar a pessoa sofrer sozinha. Me inteirar da vida da pessoa, não vivê-la. A minha já tem me dado trabalho suficiente. Como tenho agido com o Diego. Apesar de achar que vai ser diferente, porque a Claudia é mais presente que ele. Se estivermos bem, não precisa de somente eu procurar, ela também procura.
Acho que esse início de terapia significa uma chance A MIM MESMA. Uma chance de me abrir, de me conhecer melhor. De poder falar da minha vida sem os dois grandes medos que eu tenho ao me abrir pra alguém. Na verdade, três medos:
1 – encher o saco da pessoa com meus problemas quando cada um já tem os próprios.
2 – contar o que passei com o meu pai e as pessoas terem pena de mim.
3 – as pessoas usarem o que eu conto, os meus traumas e neuroses, pra me magoar depois.
Ontem falei pra caramba sobre meu pai, sobre o que passei, sobre a briga com minha mãe, chorei, mas sem sentir que estava abusando da boa vontade de alguém. É uma profissional, preparada pra ouvir aquilo, e ajudar. E de mais a mais, tá sedo paga, então não rola aquela sensação de estar abusando.
Já marcamos a segunda sessão, vai ser segunda feira, 19:00. Ela já me deu o celular dela e tudo mais.
Ontem eu estava um bocado irritada com algumas coisas aqui no trabalho. É um saco te cobrarem resultado mas não te darem condição de trabalhar. Precisa de saco plástico, precisa de capa de processo, precisa de Toner de impressora, precisa de folha A4 e não tem, precisa de senha e não te cadastram... ai, que saquinho. O que mais irrita é saber que trabalho numa das grandes empresas governamentais do Brasil e que isso não é nada melhor, nesse sentido, do que trabalhar na Rodo Mar por exemplo. Blé.
E pra completar meu condomínio veio 50 paus mais alto do que eu tava esperando. Acho que depois dessa eu quebro o cartão da poupança e bloqueio transferência via net, pra não mexer nela mais do que já mexi esse mês. O que me consola é que a partir do mês que vem, meu gasto com cartão de crédito zera, porque tudo que eu comprei parcelado acaba esse mês. Aleluia.
E eu quero tomar café com biscoito, e são 11:18 e a copeira ainda não fez café. Legal. Mas vale a pena esperar, porque o café da D. Glória é muito bom.
“O vento no rosto
um gélido sopro
sinal do inverno.”
Postado Por:
Laurelin Corsets às 5/05/2005 11:22:00 AM