}i{ Blog da Ilyria }i{

2.5.05


Ô finzinho de semana agitado... quanta coisa aconteceu – e o quanto choveu! Foi uma pena, queria ter passeado mais com minha mãe, mostrar lugares legais, mas a chuva só nos deixou sair de casa sem carro ontem de manhã, aí fomos dar uma volta no calçadão. Mas deixem-me fazer a narração cronológica...
Sexta: minha mãe chegou na agência por volta de 15:20, 15:30. Foi ela chegar eu descobri que tinham roubado – ou melhor, furtado, pois não usaram de violência comigo – meu celular, que estava na mesa ao lado da minha, entre eu e a Suy. Estamos desconfiadas de uma pessoa, preciso ver a fita do circuito interno de TV pra ter certeza. Fiquei puta da vida, e indignada porque vou ter que tirar (mais) grana da poupança pra pagar o novo que comprei. Mas já falo disso. Na sexta mesmo, saí daqui com minha mãe e fomos lanchar, depois fomos pra casa. O Eduardo foi pra lá – indignado com o negócio do celular – e saímos pra dar umas voltas, mostrar alguns lugares pra ela e fomos na loja da Claro no Rio Sul pra bloquear a linha e o nº de série do meu celular. Se o cara tentar habilitar vai se ferrar, pq a Claro é a única operadora que ainda trabalha com TDMA aqui no Rio. Em seguida fomos na loja da Vivo pra eu ver outro celular, mas o atendimento estava péssimo e a loja lotada, deixamos pro Sábado. Saímos dali e fomos pra Gambino comer pizza. Me empanturrei. Depois disso fomos pra casa dormir.
Sábado: eu e minha mãe acordamos era dez e pouca... até tomarmos café e banho, já era uma da tarde!!! Liguei pro Eduardo (do orelhão) e combinamos de ele nos pegar pra irmos ao shopping e depois almoçarmos. Fomos, esperamos, enrolamos, até que comprei um Motorola C210, razoavelmente pequeno, e de tela azul. Paguei 99,00, com uma promoção de 500 torpedos grátis por 30 dias e ligações de Vivo pra Vivo pela metade do preço por um ano. E mesmo sem promoção, eu falo com 50% de desconto pra 5 números Vivo (o primeiro que já cadastrei foi o Eduardo). É por essas e outras que eu queria um Vivo desde que eu mudei pra cá. Bom, mas voltemos ao sábado. Passeamos mais um pouco, aí começou a chover e fomos pra Monchique encher a pança. O Radagast apareceu por lá também, foi interessante. O Du nos deixou em casa e saiu com o André.
Domingo: minha mãe acordou 8:30 da madrugada. Acho que foi o Sol. O tempo tava LINDO e fomos caminhar na praia. Andamos até o Forte e íamos andar até a pedra do Leme, e quando estávamos na frente do Copacabana Palace a chuva começou a cair. Esperamos parar, fomos pra casa e liguei pro Eduardo pra irmos almoçar. Antes disso passamos na casa dele pras nossas mães se conhecerem. Almoçamos (5 da tarde), ele nos deixou em casa pra nos arrumarmos e depois nos pegou pra ir pra rodoviária. Despachei minha mãe 9 horas, bem satisfeita por ela ter vindo. Acho que foi bom pra ela e bom pra mim. Pra ela porque espaireceu, aliviou, conversou e desabafou, pra mim porque matei a saudade e vi que ela não está tão mal assim como eu imaginava. Vai sobreviver.
E não me xingou NADA quanto às tatuagens, acreditam? Disse que se era o que eu queria fazer, o corpo era meu para que o fizesse.
Bom, tou com trabalho demais e tempo de menos, então fecho por aqui, com o restinho do conto.

APENAS MAIS 24 HORAS - parte final

"Quando acordei, naquela manhã de Natal, só queria dormir de novo e acordar em janeiro. A noite do dia 24 fora até passável, mas eu estava com medo do dia 25. Seria meu primeiro Natal depois da minha família ter se desmantelado.
Me forcei a levantar da cama, fazer café, tomar banho e me vestir. Durante metade da manhã, fiquei zanzando pela casa, sem saber o que fazer. De repente, com uma convicção desconhecida para mim, fui ao quarto, abri algumas malas e despejei nelas todos os pertences de Alberto. Quando vi o closet e o banheiro livres de todas as coisas dele, fechei as malas e levei para o quartinho de empregada. Não mexi nas fotos de nosso casamento ou nas nossas com os filhos, era parte do meu passado. Mas se eu queria recomeçar, não podia ficar com as coisas dele me assombrando feito fantasmas ali.
O telefone tocou. Fui atender, era Fernanda, me ligando para desejar feliz natal. Com a voz embargada, retribuí os votos. Não contei o que tinha acontecido entre eu e Alberto, deixei a notícia para um dia menos marcante. Me despedi dela e fiquei bem uma hora sentada no chão da sala pensando na vida. Levantei-me, ainda determinada, fui na lavanderia, peguei a lata de tinta e o rolinho que tinha comprado uns dois ou três meses antes e marchei para o ex-quarto de Marcelo. Destampei a lata, molhei o rolinho com toda a atenção, como se fosse um ritual, e comecei a pintar a parede.
Acho que nunca chorei tanto na minha vida. Com aquela tinta, eu não apagava só os rabiscos do meu filho. Eu tentava apagar as mágoas que tinha causado a ele, a Fernanda, a Alberto e sobretudo a mim mesma. Eu fazia daquela parede um símbolo, algo novo, tentaria dar uma nova significação para minha vida. Mas tinha medo. Muito medo. E fiquei como criança desamparada quando terminei a parede, já era noite fechada, eu não estava com o mínimo sono e não sabia mais o que fazer para terminar o dia.
Fui para a sala e novamente fiquei andando de um lado para o outro... de repente meus olhos bateram no barzinho. E se eu tomasse só uma dose, só umazinha para me dar sono? Decerto não seria tão sério assim... com três anos e pouco eu já provara pra mim mesma que conseguia parar... não ficaria viciada de novo... ou ficaria?
Me encaminhei com relutância para o bar. Peguei um copo baixo, abri o frigobar e tirei gelo. Peguei a garrafa de vodka na prateleira, abri e aspirei o cheiro... nossa, há quanto tempo eu não sentia aquele aroma! Servi uma dose generosa no copo, ouvindo o líquido borbulhar. Tampei a garrafa, peguei o copo e o tirei do balcão. Comecei a chorar, não sabia na verdade o que queria, se queria beber, se estava realmente disposta a jogar fora três anos de sobriedade. Aquele tinha sido o dia mais duro da minha vida, mas será que por aquilo eu arriscaria?
Senti minha mão levantando o copo até o meu rosto. Chorava copiosamente agora. Comecei a tremer violentamente, segurei o copo com as duas mãos, mas nem assim ele ficava estável, eu não conseguia aproximá-lo da minha boca. De repente ele escorregou de minhas mãos e se espatifou no chão, a vodka se entranhando no tapete.
Como se por milagre, naquele exato momento, ouvi o carrilhão da igreja do bairro bater as doze badaladas. Meia noite. O dia de Natal tinha acabado, o pior dia se fora e eu estava sóbria. Tinha conseguido. E ficaria sem beber novamente. Eram apenas mais 24 horas que eu tinha que me segurar."
(Vanessa Araújo – 14/12/2004)


Postado Por: Laurelin Corsets às 5/02/2005 11:04:00 AM






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Nome: Vanessa
Idade: 25 (fiz em 08/04)
Onde me escondo: Rio de Janeiro (até que enfim!)
Eu gosto de... O Eduardo, gatos (aqueles peludinhos de 4 patas), pizza de maracujá, chocolate, sorvete, bons livros, cinema, vinho tinto, música , SDA, dormir e o Rio de Janeiro...
Eu não gosto de...ficar longe do Eduardo, estar longe das pessoas de quem gosto, acordar cedo, dias chuvosos, brigas, me sentir sozinha, almeirão amargo, gente hipócrita, correio lotado em época de Natal, clientes mal educados no banco e de vez em quando minha família.
Quero ter...Os dois volumes do Musashi, um monte de livros do Stephen King, o resto da coleção do Helloween, quatro fontes inesgotáveis: 1 de Pepsi Twist, 1 de Vinho tinto, 1 de pipoca e 1 de chocolate. Velox, que meus gatos parem de soltar pêlo e um salário maior.

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