Agora sim, minha casa tá parecendo casa de gente. Já posso receber visita.
A geladeira continua vazia, mas já tenho mesa na cozinha, 4 tamboretes e uma mesa pro meu PC, com direito a gaveta, suporte pra Scanner (que eu não tenho, então foi substituído por alguns livros) e impressora (que eu também não tenho e foi substituída por um porta retrato e futuramente por um Neko-chan, que agora, que tenho lugar pra colocar, aceito o presente de quem se ofereceu pra me dar um! Isso nem foi uma indireta né?).
Obviamente a mesa e as cadeirinhas já viraram playground da Lúthien, que tá deliciada em subir por um tamborete e descer pelo outro, e pular nas pernas da mesa... a mesa é daquelas quadradinhas, de metal, estilo de buteco ( a Clau falou que eu devia pintar o logotipo de alguma cerveja pra ficar com mais cara de bar, mas eu desisti da idéia). Apanhei pra montar a mesa do PC, acho que deveria ter chamado alguém pra montar, porque os parafusos não ficaram firmes o suficiente, mas não tava disposta a pagar R$ 10,00 ou mais pro cara montar algo que me custou apenas duas horas (e a mão doendo de onde a chave de fenda se apoiou, e uma chave phillips que espanou e vou ter que comprar outra, e dois roxos na perna de onde uma das tábuas bateu).
Ah, comprei um abajur também... agora não tem mais essa de dormir em cima do livro com a luz acesa, é só virar pro lado e apagar o bichinho. Também comprei comida pra Lúthien e areia sanitária, vamos ver se ela se acostuma. Comprei envelopes, uma saia branca e uma bolsa social. A bota ficou pra próxima, quem sabe me animo a ir a BH essa semana olhar isso?
Ah, preciso contar pra vocês da experiência antropológica que fiz na sexta feira. No último post comentei do tal “Senegal”, o divertimento dos esmeraldenses né? Pois então. Na sexta saí com o pessoal aqui do banco pra comermos traíra sem espinho e tomar cerveja. Voltando do barzinho, o Wagner, que tinha dado carona pra Lu, Dani e eu, nos deixou na praça e a Lu falou que queria achar onde tinha o tal Senegal de sexta. Demos umas voltas (eu tava com preguiça de voltar pra casa e responder carta) e achamos o tal senegal. Já tinham me falado que o caminhão tava caindo aos pedaços, mas eu não imaginava que era tanto! As caixas de som (identicamente caquéticas) são amarradas com uma corda de bacalhau e o DJ é um gordo imenso, chamado “DJ Bibinha”. E uma maloqueirada danada... e toca funk, e axé, e funk de novo, e axé de novo, e raramente um pouco de techno. A Dani não foi, estávamos eu e a Lu, e eu pensando “onde é que eu vim parar?” quando aparece a Mônia, colega da Lu (sim, é Mônia, não Mônica.). Fomos em casa pra eu botar um tênis e voltamos. As meninas dançando e eu de suporte da garrafa de vinho, e olhando pro povo, cada vez mais surpresa com a tosquice daquilo. De repente um bêbado encarna na gente, e começa a dançar se esbarrando. Agüentamos enquanto pudemos, mas tava meio demais. E eu, com toda a minha (inexistente) diplomacia, pedi educadamente pro cara dançar longe. Ele não atendeu o pedido, aí eu soltei os cachorros. Só que de repente ele encarnou mais ainda e resolveu que ia bater na gente (duvido que conseguisse, mas acaba atemorizando...). E resolvemos dar um “perdido”, como disseram as meninas, no cara. E descemos a rua meio correndo, só que de repente, não sei se tropecei em alguma coisa ou nos meus próprios pés, caploft! Cai a Vanessa de bunda no chão, com direito a perna pra cima e tudo mais. Foi lindo. Quase ninguém viu, levantei e dei no pé. Tou com a bunda doendo – e roxa – até hoje. Pouco depois daquilo eu decidi que não ia mais me submeter àquele nível de tosquice e resolvi voltar pra casa. Fiquei calmamente lendo e comendo biscoito até dar sono.
Sábado levantei nove e pouca, arrumei casa e de tarde fui pra casa da Bel. De tardinha fomos no Extra pra eu comprar minhas coisas, e íamos sair pra comer peixe mais tarde, só que fui acometida duma dor de cabeça tão absurda que tava me dando náusea. Tomei um remédio e deitei até passar, e isso já era quase onze da noite. Aí eu e a Bel combinamos de ela me trazer aqui em Esmerroça, por causa da tranqueirada que eu tinha comprado. Quando foi 11:15 da manhã de domingo saímos de BH, 12:15 estávamos aqui, coisas arrumadas, e 13:00 ela foi embora. Aí fui arrumar minhas bagunças, montar a mesa, escrever cartas pra estrear a mesa nova, ler pra estrear o abajur novo, e dormir.
E assim se passou meu fim de semana.
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Laurelin Corsets às 8/30/2004 11:29:00 AM