Well... apesar de ter tido tempo de escrever um post até decente sábado, não tava com muita paciência pra isso. Ontem idem, nem sequer cheguei perto do computador... então vamos nós contar nosso fim de semana...
Sexta: acho que nada em especial, fora o fato de eu ter conversado com o João sobre minha possível saída. Tudo bem, melhor do que eu esperava. Aí também teve a notícia da carteira de trabalho, que muito me agradou. De tarde fui pra casa, terminei de resolver uns pepinos que tinha deixado de quinta, tomei banho e fui pra praça ver o show da Triumphal (realmente, a única coisa boa naquela banda era o vocalista bonitinho – que saiu). O show da Firehunter foi bem parecido com o de sábado no Jair, só que com menos músicas. Tiramos fotos com eles, blá blá blá. Aliás, essa semana foi a dos renascidos das cinzas. O Marquinho me ligou duas vezes, encontrei com a Isabela no meio da rua e o Wellington tava com o Junior na praça sexta... tive um prazer quase orgasmático a hora que falei com ele “tou namorando”. Quem sabe, agora, com a ajuda de Eru ilúvatar e todos os Valar, aquela coisa larga do meu pé de uma vez por todas????
Mas sei que depois do show fui pra casa, fiquei lendo “Olga” até dormir em cima do livro, às dez da noite.
Sábado: acordei 09:00, levei meu sapato pra consertar, esperei dar a hora de trabalhar, vim trabalhar, trabalhei das 15:00 às 23:00, fui pra casa, fiquei meia hora na net e fui dormir. Tesão de sábado né?
Domingo: acordei 10:00, me arrumei, fui pro churras do pessoal da Madcompen, fui pra casa da minha mãe, fiquei lá até 20:00 comendo pipoca e vendo filme. Ela me deu 3 blusinhas pra eventualidade de eu ter q ir embora mesmo, e deixei minhas roupas pra arrumar lá. Cheguei, terminei de ler Olga (um puta livro, eu recomendo!!!) e fui dormir não era nem nove horas. Finalzão de semana hein?
Bom, andei lendo algumas coisas num certo lugarzinho aí que me fizeram produzir algumas reflexões. Não sei como vou escrever isso, posso até acabar magoando alguém que leia isso, mas o blog é minha terapia, e como eu já tinha falado por Guto antes da gente brigar, o blog é meu, escrevo o que eu quiser. Não gostou, não lê.
Acho que minhas reflexões podem ser dirigidas em três temas básicos:
utilidade,
racionalidade e
visão de mundo, ou perspectiva, ou opinião, ou seja lá o que for que possa ser equiparado a isso. Let´s go.
1 –
Racionalidade. “Porque a sociedade exige que você amadureça? Alguns aspectos da vida são melhor mantidos se você guardar em você resquícios da sua imaturidade.” Tá, sim, se a pessoa não estiver afim de se enquadrar na sociedade pode manter o quanto de imaturidade quiser. Eu prefiro ser racional, prefiro me encaixar em algum lugar, prefiro pertencer a alguma coisa definida. Não lido bem com ser diferente. Já fui “a diferente” por tempo DEMAIS na minha vida pra não querer me encaixar, ser vista como todo mundo, agora que tenho a oportunidade. Se isso implica em ser racional demais em alguns momentos, que seja! As pessoas que realmente me conhecem sabem a que ponto já cheguei por causa dessa minha necessidade de ser aceita. Só que não quero maisfazer isso, não quero mais deixar de ser quem eu sou pra ser aceita. Se for pra ser aceita, que seja do jeito que sou, com todos os meus tiques e “crises de racionalidade.” O que me dói é que eu sempre fui elogiada por essa minha capacidade de me manter racional durante crises, por ser “a racional o conjunto” – o que já me levou a ser o Advogado do Diabo em algumas questões – mas sinceramente, ainda prefiro ser a dura, a insensível, a chata, do que agir que nem eu vi algumas pessoas agirem pela minha vida - concordam comigo em tudo que acho a respeito de uma pessoa, falam até, que tal pessoa tá errada, que é um absurdo o que tá fazendo, mas são um doce com a pessoa, não tem dignidade de falar sequer o que pensam. E eu, que tenho, acabo sendo a dura. Quer saber? Foda-se. Prefiro ser como eu sou e ter coragem de falar o que penso. Isso pode acabar me acarretando algumas dores de cabeça depois? Pode sim, como acarreta. Mas ao menos eu tenho a consciência de não ser hipócrita. Já convivi com hipocrisia demais em vários ambientes (escola, trabalho e minha própria família durante muitos anos) pra ainda aceitar isso vindo de mim mesma.
2 -
Visão de mundo: que cada um vê o mundo de uma maneira é coisa mais do que sabida. Que essas visões são diferentes idem. Que tem gente que quer impôr sua visão idem. Que eu seja uma dessas pessoas eu discordo. Quem me conhece sabe que - mesmo que eu não faça nada para mudá-los- eu costumo enxergar a maioria dos meus defeitos. E eu não vejo isso como uma característica minha. Que eu tenho opiniões fortes (pra não dizer gênio ruim) é fato, eu sei disso, várias pessoas já me disseram. Que de uns tempos pra cá eu tou mandando às favas todas as peias que me impedem de dizer o que eu penso - desde que isso não vá me trazer problemas, por exemplo perder meu emprego se disser pruma certa pessoa tudo que acho dele - todo mundo sabe. Se tou certa ou não, aí o tempo é quem vai dizer. Mas se acho que alguém tá agindo errado A MEU VER (destaco bem isso) vou falar sim, principalmente se essa ação envolver um comportamento auto-destrutivo, e a própria pessoa tiver consciência disso. Caramba, vc sabe que uma coisa tá te fazendo mal e insiste em dar murro em ponta de faca??? ISSO eu não consigo entender. Posso perfeitamente estar completamente errada em tudo o que faço, se sim ou não o tempo vai dizer, mas a meu ver tou certa.
3 -
Utilidade - nisso vou falar abertamente da minha utilidade como amiga. Os parágrafos aí de cima foram mais genéricos, mas esse vai bem específico, inclusive com citações que me dizem respeito diretamente. "Para que tornar nossos os problemas que são dos outros? Para que forçar-se a emitir um julgamento?" Por que, há uns meses atrás, quando me dispus a não falar mais nada, isso me foi pedido. Eu lembro bem de que me foi dito "vc é a minha parte racional. Se eu não tiver vc pra ser dura, pra me dar conselho, pra me fazer ver certas coisas, não vou ter mais ninguém." Só por isso. Ao dizer "o que você acha", tá implícito aí o pedido de emissão de opinião, a não ser que minha vida inteira eu tenha entendido errado essa frase. Se eu vivo como meus problemas que são dos outros, pô, é uma característica minha, eu sou oito ou oitenta, já falei isso milhares de vezes. Ou eu vivo junto ou eu dou um grande e imenso "foda-se" e não quero mais nem saber da vida da pessoa. E vocês SABEM que eu consigo fazer isso, por mais que me dôa no começo. (Eu não sei se dôa tá escrito certo, mas dane-se.) E eu não quero fazer isso em relação a ela. Por tudo que eu já fiz por ela - e eu SEI que um dia fui de alguma utilidade, mesmo que hoje pareça que não. Bom, ao menos eu estou tendo essa impressão. Estou achando que o meu comportamento, as minhas opiniões, os meus xingos, TUDO que me fez durante quase dois anos ser tão próxima a ela como sou hoje, tou achando que isso tudo perdeu a utilidade. Tou achando que as mudanças pelas quais ela tá passando fazem com que ela tenha necessidade de um novo tipo de pessoa ao lado dela, uma pessoa que eu não sei se tenho condição de ser, porque sou assim como sou, e se isso não é mais o bastante, eu não sei se tenho como ser o que ela precisa. Não que eu esteja me sentindo dispensável - não AINDA, embora me pareça que vai chegar o dia que isso vai acontecer. Por mais que o Eduardo tenha me dito que é pra eu ter calma, quando eu chorei com ele no telefone sexta feira, por causa do que aconteceu quinta, que eventualmente as pessoas acabam se voltando praquelas que precisaram uma vez e tals, que nem a amiga dele que mandou ele à puta que pariu porque ele a criticou e acabou voltando e pedindo ajuda. Mas eu não sei. Me ocorreu, enquanto lia o que ela escreveu, que ela pode estar fazendo isso pra gente acabar brigando (ela sabe como sou pavio curto) e as coisas se tornarem mais fáceis caso eu tenha mesmo que ir embora. Eu sei que é loucura, eu sei que é algo que tente justificar só pra mim o que tá acontecendo... porque eu realmente não entendo. Realmente não entendo tudo o que ela precisava em mim ser justamente o que ela não tá gostando agora. Não só quinta, mas o outro dia também - nem lembro mais que dia foi. Por mais que ela seja uma das duas únicas pessoas que podem me dar sermão sem eu reclamar - falar nisso preciso ligar pro Aurélio essa semana, preciso conversar um pouco com ele antes que pire - me doeu muito o que ela falou quinta. Não pelo que ela falou. Tá, eu sei que eu exagero às vezes. Mas A MANEIRA como ela falou. A maneira, o local, as pessoas que estavam por perto. Me doeu. Muito. Eu estava esperando o tempo passar, como falei com o Eduardo, pra tentar raciocinar sobre isso, sobre se era pira minha ou eu tinha realemnte ficado chateada. Esperei o tempo passar pra não falar merda na hora que tava com raiva e magoar sem sentir. Esperei vê-la na sexta, pra ver se as coisas tavam diferentes. E eu achei que estavam, achei que era pira minha, mas depois de saber o que ela realmente tá pensando disso, inclusive com expressões como "enciclopédias" ou "cérebro que acha que tem", descobri que ainda tá doendo. Como nunca doeu antes. E é por isso que tou mais sentida, por ser a primeira vez que algo que ela fala me dói. E não foram poucas as chamadas à razão que ela me deu e eu aceitei.
Eu continuo sendo a mesma coisa, mas sinto muito se não sou mais o que você precisa que eu seja.
Em tempo: eu ouvi Dona, do Roupa Nova, hoje 06:35 da manhã. Ia colocar a letra aqui, mas nem faz mais sentido. Não tou mais com as sensações boas que essa música me traz.
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Edit:
Eduardo, obrigada por me ouvir mais uma vez...
Postado Por:
Laurelin Corsets às 3/22/2004 09:58:00 AM