Meu fim de semana foi tão desinteressante que nem vale a pena contar.
Hoje o post é só de desabafo. Tá virando mania fazer isso nas segundas feiras.
Eu e o Lucas-Heruost enveredamos por uma discussão tanto via msn quanto via carta sobre família, filhos, essas coisas. Além da discussão de casamento que já tava semana passada, rolou essa sobre filhos tbm, e eu expliquei motivos pelos quais não acho muito provável que eu tenha filhos. Aí ele enalteceu família, no comentário q fez no post anterior, e aqui tá minha resposta pra ele...
“Assim como existem famílias e famílias, existem relações familiares diferentes, e a minha não foi lá tão grande coisa pra me incentivar a montar a minha... qdo vc vive sua vida toda em contato com famílias desestruturadas, não acha possível conviver numa que tenha estrutura, muito menos vc mesmo montar estrutura de uma... por isso q penso assim.”
O tal do bicho-família já é complicado, quando é uma que nem a minha então é mais complicado ainda. Eu tive estrutura familiar tradicional (pai, mãe e eu na mesma casa) até os oito anos de idade, mas o clima de guerra civil que meu pai provocava dentro da casa, ninguém merece. Então o possível pai teria que ser alguém com quem eu me desse MUITO bem. E isso já exclui 99% das pessoa da face da terra. Porque me agüentar na convivência do dia a dia é foda. Fora o fato básico de, se eu tiver um filho, eu tenho q ter uma condição econômica BEM legal, porque eu não quero que meu filho(a) tenha q começar a trabalhar aos 15 anos pra ter condição de pagar passagem e ir estudar em outra cidade, porque o único colégio público de 2º grau q tem na sua cidade é uma merda. Como eu disse ao Lucas, talvez seja isso que tenha feito de mim a pessoa que sou hoje, responsável e tals. Mas se eu puder poupar um filho disso, vou poupar.
Aliás, se eu fosse parar pra pensar, na verdade pouparia todo mundo de quem eu gosto da minha companhia. Justamente por gostar deles. Justamente porque eu não quero magoar as pessoas que amo e parece que é só isso que tou fazendo ultimamente. Não deliberadamente. Eu magôo sabendo que eu tou magoando, mas só pessoas com quem não me importo. Pessoas de quem eu gosto, com cujo conceito a meu respeito eu ainda me importo, eu não magôo deliberadamente... Sabe quando você simplesmente não sabe o que fazer? Quando você age de um jeito e tá bom, e depois te dizem q vc mudou e que esse jeito não tá mais bom, e você simplesmente não sabe como agir, que atitude tomar? Pois é, eu tou assim, completamente perdida, e ODEIO me sentir assim. Odeio não saber o que fazer, não saber agir certo, já que todo o retorno que tenho das pessoas diz que tou agindo errado. Tou mudando? Sim, tou. Tou deixando de ser a manteiga derretida que era e aprendendo a ser mais dura? Tou sim. Porque cansei de ouvir falar que eu tenho que parar de sofrer por problema dos outros. Só que o MEU problema é que eu sou oito ou oitenta. Ou meu coração é uma banana ou é uma pedra. Eu não gostaria de transformar meu coração numa pedra, mas essa me pareceu a melhor opção, pra tentar resolver o que me diziam que não tava certo. Só que nessa mudança parece que as coisas pioraram ainda mais, e agora eu não sei o que fazer.
Eu simplesmente descobri que as poucas certezas que eu tinha me estão sendo tiradas. As pequenas certezas de estar agindo certo, de estar fazendo o que eu achava certo, de estar tentando ajudar à minha maneira, e agora isso não tá mais certo. Ou talvez nunca tenha estado. E talvez eu tenha me enganado esse tempo todo, e uma das poucas coisas que eu achava que estava certa em mim sempre esteve errada. O problema é que eu simplesmente não consigo ver coisas certas em mim. O problema é que quando eu olho pra trás e vejo que nos últimos dois anos as únicas coisas que deram certo na minha vida foram as coisas nas quais eu fui dura, eu passei por cima do que eu tava sentindo, como trabalho, faculdade, essas coisas, eu me convenço de que essa é a atitude mais certa a tomar. Porque quando eu deixo o emocional tomar conta, acontecem as bombas, como minha briga q me fez sair de casa, como perder a amizade do Guto. Só que aí de repente eu ouço que se eu continuar agindo assim as pessoas vão se afastar de mim, como algumas se afastaram. E aí eu não sei mais o que fazer, porque isso tira de mim uma das poucas coisas que eu acho que faço certo... porque por mais que me digam que eu faço uma porrada de coisa certa, que eu tenho uma porrada de aspecto legal, eu SIMPLESMENTE NÃO CONSIGO VER ISSO. Eu simplesmente não consigo me achar tão legal assim. Eu paro pra me perguntar por que é que as pessoas gostam de mim. Eu paro pra me perguntar que diabos o Eduardo viu em mim pra querer levar um relacionamento a 950 km de distância, se eu valho tanto a pena assim. Se eu realmente mereço as manifestações de carinho que as pessoas me dedicam, sejam elas do mundo virtual ou real. Aí eu paro pra pensar que se eu não tivesse alguma coisinha boa, eu não teria amigos q continuam firmes aí depois de quatro anos de distância... amizades de quase dez anos... e que conviveram comigo dia após dia.. talvez seja porque naquela época eu era bem diferente do que sou hoje... sei lá, sabe quando você não sabe mais nem o que sentir, e se sente culpada por pensar e sentir certas coisas? Eu tou assim.
(Mr. Denck, dispenso comentários, eu já sei tudo o q vc pensa a respeito disso.)
Bom, pra não dizer que não teve nada alto astral nesse post, Finalmente conseguimos hospedar as fotos da Ilyria versão Dark, tão aqui ó:
Minhas fotinhas
Postado Por:
Laurelin Corsets às 3/29/2004 10:14:00 AM