}i{ Blog da Ilyria }i{

23.3.04


Eu definitivamente não aguento mais ver propaganda de páscoa... (e também não aguento mais ver cor de rosa nas vitrines) Caramba, vc sai de Natal e Ano Novo, dá uma breve pausa até o Carnaval. Aí vc vê as vitrines cheias de máscaras. Agora é coelho e ovo e o escambau. Quando passar a Páscoa é dia das Mães. Aí logo depois vem Dia dos Namorados. Ô diabo de sociedade consumista viu??? (Fala a verdade, Vanessa. Não seja cínica dizendo que vc não gosta de ganhar presente, pq gosta). Gosto tanto que me dei um presente ontem. Meu presente de aniversário adiantado ué... Cheguei em casa ontem, a Dani me chamou pra ir com ela numa loja olhar um vestido que ela queria. E aí aquele drama, pra decidir qual dos dois modelos tinha ficado mais bonito, começamos a olhar outras roupas. Aí eu achei um top de chiffon LINDO, fundo preto e estampa floral em azul e verde clarinho, e flores vermelhas miúdas. Aí vi a saia q fazia conjunto. 10,00 o top e 15,00 a saia. A Dani ia dar cheque pra 09/07 mesmo, acabei comprando. Tá, eu sei que o frio tá começando e que eu sou louca de comprar roupa de chiffon agora, mas se vc for pensar, a melhor época pra se comprar roupa de calor é nas liquidações. Principalmente pra quem não se guia por moda, que nem eu. E no Rio quase sempre é quente... :-)
Tou lendo o "Estação Carandiru", a Dani trouxe pra me emprestar. Eu já li uns 80% do livro entre ontem à tarde e hoje no buzão. Tou com quatro cartas pra responder, deixei pra depois por causa do livro... eu definitivamente sou meio maluca por livros... O problema de eu ler livros cujos filmes já assisti é que fico procurando o enredo e tals... e muitas vezes a adaptação é bem diferente... só que normalmente passo mais raiva vendo os filmes de livros que já li - tipo Pavilhão de Mulheres, que conseguiram destruir a Sutileza da Pearl Buck... Ah, falando nela, também aceito como presente de aniversário livros de sebo, principalemnte se forem dela... Falar em sebo, abriu um novo na Vicente Machado, eu preciso ir lá dar uma olhada... só que só quando estiver com $, porque ir num lugar q tem coisas q vc quer sem poder comprar é torturante. Por isso que parei de entrar na Bom Livro...

Bom, não tem mais nada de interessante pra eu escrever hoje, vou colocar um email MUITO legal que recebi da Carol, sobre EUA, Iraque, e os "inimigos da América". É meio grandinho mas vale a pena ler:

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA

Filho: Pai, porque é que tivemos que atacar o Iraque?
Pai: Porque eles tinham armas de destruição em massa, filho.
F: Mas os inspetores não encontraram nenhuma arma de destruição em massa.
P: Isso é porque os iraquianos as esconderam.
F: E porque é que nós invadimos o Iraque?
P: Bom, as invasões funcionam sempre melhor que as inspeções.
F: Mas depois de os termos invadido, ainda não encontramos nenhuma arma...
P: Isso porque as armas estão muito bem escondidas.Mas haveremos de encontrar alguma coisa, provavelmente antes mesmo das próximas eleições.
F: Para que é que o Iraque queria todas aquelas armas de destruição massa?
P: Para as usar numa guerra, claro.
F: Estou confuso. Se eles tinham todas essas armas e planejavam usá-las numa guerra, então porque é que não usaram nenhuma quando os atacamos?
P: Bem, obviamente não queriam que ninguém soubesse que eles tinham aquelas armas, por isso eles escolheram morrer aos milhares em vez de se defenderem.
F: Isso não faz sentido. Porque é que eles haveriam de escolher morrer se tinham todas aquelas armas poderosas para lutar contra nós?
P: É uma cultura diferente. Não é necessário fazer sentido.
F: Pai, não sei o que é que você acha, mas não me parece que eles tivessem quaisquer daquelas armas que o nosso governo dizia que eles tinham.
P: Bem, não interessa se eles tinham ou não aquelas armas. De qualquer modo nós tínhamos outra boa razão para os invadir.
F: E qual era?
P: Mesmo que o Iraque não tivesse armas de destruição em massa, Saddam Hussein era um cruel ditador, o que era outra boa razão para invadir um país.
F: Porquê? O que é que um ditador cruel faz para que seja correto invadir o seu país?
P: Bom, pelo menos uma coisa, ele torturava o seu próprio povo.
F: Assim como fazem na China?
P: Não compare a China com o Iraque. A China é um bom parceiro econômico, onde milhões de pessoas trabalham por salários de miséria, em condições miseráveis, para tornar as empresas norte-americanas mais ricas.
F: Então, se um país deixa que o seu povo seja explorado para o lucro das empresas americanas, é um bom país, mesmo se esse país tortura o povo?
P: Certo.
F: Porque é que o povo no Iraque era torturado?
P: Por crimes políticos, principalmente, como criticar o governo. As pessoas que criticavam o governo no Iraque eram presas e torturadas.
F: Não é isso o que também acontece na china?
P: Já disse, a China é diferente.
F: Qual é a diferença entre a China e o Iraque?
P: Bom, ao menos por uma coisa: o Iraque era governado pelo partido Baas, enquanto que a China é comunista.
F: Você não tinha dito uma vez que os comunistas eram maus?
P: Não, só os comunistas cubanos são maus.
F: Porque é que os comunistas cubanos são maus?
P: Porque as pessoas que criticam o governo em Cuba são presas e torturadas.
F: Como no Iraque?
P: Exatamente.
F: E como na China, também?
P: Já disse, a China é um bom parceiro econômico. Cuba, por outro lado, não é.
F: Porque é que Cuba não é um bom parceiro econômico?
P: No início dos anos 60, o nosso governo fez umas leis tornando ilegal o comércio com Cuba, é que eles deixassem de ser comunistas e começassem a ser capitalistas como nós.
F: Mas se nós acabássemos com essas leis, abríssemos o comércio com Cuba, e começássemos a fazer negócios com eles, isso não ajudaria os cubanos a tornarem-se capitalistas?
P: Não se faça de esperto!
F: Eu acho que não sou.
P: Bom, de qualquer modo, também não há liberdade de religião em Cuba.
F: Assim como na China?
P: Já disse, deixa de falar mal da China. De qualquer maneira, Saddam Hussein chegou ao poder através de um golpe militar, por isso ele não era realmente um líder legítimo.
F: O que é um golpe militar?
P: É quando um general toma o poder pela força, em vez de eleições livres como nós temos nos Estados Unidos.
F: O líder do Paquistão não chegou ao poder através de um golpe militar?
P: Aah, sim, foi; mas o Paquistão é nosso amigo.
F: Como é que o Paquistão é nosso amigo se o seu líder é ilegítimo?
P: Eu nunca disse que o general Pervez Musharraf era ilegítimo.
F: Mas você acabou de dizer que um general que chega ao poder pela força, derrubando o governo legítimo de uma nação, é um líder ilegítimo
P: Só Saddam Hussein. Pervez Musharraf é nosso amigo, porque ele nos ajudou a invadir o Afeganistão.
F: E porque é que nós invadimos o Afeganistão?
P: Por causa do que eles nos fizeram no 11 de setembro.
F: O que é que o Afeganistão nos fez no 11 de setembro?
P: Bem, em 11 de Setembro de 2001, dezenove homens, quinze dos quais da Arábia Saudita, desviaram quatro aviões e lançaram três contra edifícios, matando mais de 3.000 norte-americanos.
F: E onde é que o Afeganistão entra nisso tudo?
P: O Afeganistão foi onde esses homens maus foram treinados, sob o regime opressivo dos Talibãs.
F: Os Talibãs não são aqueles maus radicais islâmicos que cortam as cabeças e as mãos das pessoas?
P: Sim, são esses. Não só cortavam as cabeças e as mãos das pessoas, como também oprimiam as mulheres.
F: Mas o governo Bush não deu aos Talibãs mais de USD 40.000.000,00 em maio de 2001?
P: Sim, mas esse dinheiro foi uma recompensa porque eles fizeram um bom trabalho na luta contra as drogas.
F: Na luta contra as drogas?
P: Sim, os Talibãs ajudaram a impedir as pessoas de cultivarem papoulas de ópio.
F: Como é que eles fizeram tão bom trabalho?
P: É simples. Se as pessoas fossem apanhadas cultivando papoulas de ópio, os Talibãs cortavam-lhes as mãos e as cabeças
F: Então, quando os Talibãs cortavam as cabeças e as mãos das pessoas que cultivavam flores, isso estava certo mas não se eles cortavam as cabeças e as mãos por outras razões?
P: Bom, nós achamos que é certo os radicais fundamentalistas islâmicos cortarem as mãos das
pessoas por cultivarem flores, mas achamos cruel que eles cortem as mãos das pessoas por roubarem pão.
F: Mas na Arábia Saudita eles também não cortam as mãos e as cabeças das pessoas?
P: Isso é diferente. O Afeganistão era governado por um patriarcado tirânico que oprimia as mulheres e as obrigava a usar burqas sempre que elas estivessem em público, e as que não cumprissem tal ordem eram condenadas à morte por apedrejamento.
F: Mas as mulheres na Arábia Saudita não têm também que usar burqas em público?
P: Não, as mulheres sauditas simplesmente usam uma vestimenta islâmica tradicional.
F: Qual é a diferença?
P: A vestimenta islâmica tradicional usada pelas mulheres sauditas é uma roupa modesta, mas em moda, que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos. A burqa das afegãs, por outro lado, é um instrumento maligno da opressão patriarcal que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos.
F: Parece-me a mesma coisa com um nome diferente.
P: Você não vai querer comparar o Afeganistão com a Arábia Saudita. Os sauditas são nossos amigos.
F: Mas você não disse que 15 dos 19 piratas do ar do 11 de setembro eram da Arábia Saudita?
P: Sim, mas foram treinados no Afeganistão.
F: Quem é que os treinou?
P: Um homem chamado Osama Bin Laden.
F: Ele era do Afeganistão?
P: Aah, não, ele era também da Arábia Saudita. Mas era um homem mau, um homem muito mau.
F: Se bem me lembro, ele já tinha sido nosso amigo.
P: Só quando nós o ajudamos e aos mujahadin a repelir a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 80.
F: Quem são os soviéticos? Não eram do Império do mal, comunista, que Ronald Reagan falava?
P: Já não há soviéticos. A União Soviética acabou por volta de 1990, e agora eles têm eleições e capitalismo como nós. Agora os chamamos de russos.
F: Então os soviéticos, quero dizer, os russos, agora são nossos amigos?
P: Mais ou menos. Eles foram nossos amigos durante uns anos, quando deixaram de ser soviéticos, mas depois decidiram não nos apoiar na invasão do Iraque, por isso agora estamos aborrecidos com eles. Também estamos aborrecidos com os franceses e com os alemães porque eles também não nos ajudaram a invadir o Iraque.
F: Então os franceses e os alemães também são maus?
P: Não completamente, mas suficientemente maus para termos mudado o nome das French Fries (batatas fritas) e das French Toasts (Torradas) para Freedom Fries (batatas da liberdade) e Freedom Toasts (Torradas da liberdade).
F: O Iraque não foi um dos nossos amigos nos anos 80?
P: Sim, durante algum tempo.
F: Saddam Hussein não era então o líder do Iraque?
P: Sim, mas nessa altura ele estava em guerra contra o Irã, o que fazia dele nosso amigo.
F: Porque é que isso fez dele nosso amigo?
P: Porque naquela altura o Irã era nosso inimigo.
F: Isso não foi quando ele lançou gás contra os curdos?
P: Sim, mas como ele estava em guerra contra o Irã, nós fazíamos de conta que não víamos, para lhe mostrar que éramos seus amigos.
F: Então, quem lutar contra um dos nossos inimigos torna-se automaticamente nosso amigo?
P: A maior parte das vezes sim.
F: E quando alguém luta contra um dos nossos amigos torna-se automaticamente nosso inimigo?
P: Às vezes isso é verdade. Porém, se as empresas americanas puderem lucrar vendendo armas para ambos os lados, ao mesmo tempo, tanto melhor.
F: Porquê?
P: Porque a guerra é boa para a economia, o que significa que a guerra é boa para a América. Além disso, já que Deus está do lado da América, quem se opõe à guerra é um ateu, anti-americano, comunista. Percebes agora porque é que atacamos o Iraque?
F: Acho que sim. Nós atacamos porque era a vontade de Deus, certo?
P: Sim.
F: Mas como é que nós sabíamos que Deus queria que atacássemos o Iraque?
P: Bem, Deus fala pessoalmente com George W. Bush e lhe diz o que fazer.
F: Então, basicamente, você está dizendo que atacamos o Iraque porque George W. Bush ouve vozes na cabeça?
P: Isso mesmo! Finalmente você percebeu como o mundo funciona. Agora fecha os olhos e dorme.




Postado Por: Laurelin Corsets às 3/23/2004 08:10:00 AM






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Nome: Vanessa
Idade: 25 (fiz em 08/04)
Onde me escondo: Rio de Janeiro (até que enfim!)
Eu gosto de... O Eduardo, gatos (aqueles peludinhos de 4 patas), pizza de maracujá, chocolate, sorvete, bons livros, cinema, vinho tinto, música , SDA, dormir e o Rio de Janeiro...
Eu não gosto de...ficar longe do Eduardo, estar longe das pessoas de quem gosto, acordar cedo, dias chuvosos, brigas, me sentir sozinha, almeirão amargo, gente hipócrita, correio lotado em época de Natal, clientes mal educados no banco e de vez em quando minha família.
Quero ter...Os dois volumes do Musashi, um monte de livros do Stephen King, o resto da coleção do Helloween, quatro fontes inesgotáveis: 1 de Pepsi Twist, 1 de Vinho tinto, 1 de pipoca e 1 de chocolate. Velox, que meus gatos parem de soltar pêlo e um salário maior.

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