É... hoje promete ser O DIA. Rolo já desde cedo, os dois motoristas mais chatos da RodoMar pra carregar... o coitado do Jorge com uma incumbência que, se ele tiver sorte, vai levar o dia inteiro nela... E aí me resta telefone, motorista, pepinos de carga... tá né? Fazer o quê... bom que o dia passa mais depressa - e provavelmente sem horário de almoço... :roll:
Ai... chegou um motorista da frota aqui que me deu asco de pegar na mão dele, qdo ele me estendeu... será que eles acham que motorista é sinônimo de sujo???? Credo, unha comprida, com crooooooooooostas de sujeira preta embaixo e nos cantos dela... iéct!!!O que eu me assombro é que tem motorista que pode até andar com roupa velha, descorada e tal (que nem o pré-histórico macacão do Constantino) mas anda LIMPO. Não anda fedido ou casquento que nem uns por ai... cruz credo...
Ontem cheguei em casa, lanchei e fui ler, aí a Clau passou lá em casa pra deixar o violão e me chamou pra ir pro Centro de Cultura, que, como todas as quartas feiras, o pessoal tava lá (Rafa, as bichas e os góticos). Ela foi embora oito e meia, eu fiquei conversando com o Sandro, o Samuel e o Hugo... o Mike tava por perto também, mas o resto das bichas tava com o Rafa (não tou sendo preconceituosa com a palavra "bichas", eles mesmos se intitulam assim). Tinha uma de calça cintura baixa e calcinha com lacinho aparecendo... Ai deus...
O Sandro, o Hugo, o Mike e eu tivemos um papo MUITO PIRADO sobre religião, teorias criacionista e evolucionista, Matrix, filosofia, percepção da realidade e outras piras. Quando foi umas dez e pouca fomos embora, eles iam me levar em casa pra depois ir... paramos no carrinho de cachorro quente pro pessoal comer e compramos - aliás, eles compraram e eu bebi de gaiata - uma Fanta Uva. Quando estávamos lá no trailer fazendo bagunça a Rita passou e mexeu comigo, eu cumprimentei e depois falei "Ah, essa é a Rita, q mora lá em casa também" e o Rafa ficou louco "ah, eu quero conhecer, eu quero conhecer" e fomos atrás dela... o Rafa só liga lá em casa qdo eu não estou, e a Rita fala "aquele menino que nunca te acha em casa ligou". Aí ficamos uns cinco minutinhos conversando e o Sandro e o Hugo vieram pra perto, a Rita ficou assim O.O (porque o visual dos meninos assusta quem não tá acostumado... Eu mesma já falei com eles que tive medo a primeira vez que vi...) Aí eles foram comigo até em casa, eu emprestei o Câmara Secreta pro Sandro e aí fui bater papo com a Rita... e só falei... "pessoal estranho né?" E ela respondeu "se eu te falar que fiquei mais assustada com o Rafael encarando o menino que tava do outro lado da rua que com o visual dos góticos vc acredita?" E aí começamos a conversar sobre homossexualismo e sei lá mais o quê... mas eu continuo aplaudindo o Rafael, porque ele consegue juntar em torno dele as turmas mais diferentes... rpgistas (no caso os góticos), otakus, bichas... Bom, eu gosto dele independente de qualquer coisa!
Mudando de saco pra mala... Terminei de ler esse carinha aqui ontem:

Se a minha tia tiver o desplante de soltar mais uma vez perto de mim a frase "ah, o Brasil era melhor na época da ditadura, não tinha tanta violência, tanta vagabundagem que nem hoje" eu sou capaz de enfiar uma meia na boca dela. A gente não tem idéia do mínimo que aconteceu, por mais que tenha ouvido falar de repressão, de censura, de tortura, até ler algo como esse livro. Você se depara não só com descrição das torturas, com relação de "desaparecidos" e mortos devido à repressão... você também tem contato com o militarismo e o sistema judiciário PODRE daquela época. Em que provas absurdamente forjadas eram aceitas como autênticas. Em que se o réu fosse condenado, não podia recorrer, mas se fosse absolvido, era OBRIGAÇÃO (tá na legislação, se não engano CPPM) da segunda instância da justiça militar recorrer da sentença até obter a condenação. Absurdo demais. Tudo bem que é um tanto quanto desagradável lembrar da Petuba e das aulas dela a cada vez que eu penso no livro... mas valeu MUITO a pena ler. De verdade. Chocou, doeu... me senti mais ou menos como quando li Holocausto, com a diferença que Holocausto, por mais que tivesse dados efetivos, não lidava com personagens reais. E Brasil: Nunca Mais, além de ser com "personagens" mais do que reais, muitos dos quais são pessoas públicas hoje, como José Genoíno ou Frei Betto, foi no país em que eu nasci e vivo... e sabe o que mais incomoda? Ver que MUITOS dos presos, torturados, muitos dos que se envolviam em movimentos de protesto, eram estudantes secundaristas e universitários, e ver que hoje estamos todos apáticos em relação ao que acontece no país. Sim, eu me incluo nessa turma, porque eu não faço nada pra mudar o que não gosto.
Complicado... acho que tou muito filosófica hoje...
Só sei que daqui a pouco mais de 48 horas tou na rodoviária de Ctba esperando o Du... :-)
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Laurelin Corsets às 2/19/2004 09:38:00 AM